Bem vindos ao meu Blog de Livros Editados. 
Aqui encontrarão os títulos dos livros que já editei, consequentemente, muitos poemas desses mesmos livros. Assuntos bem diversos, encontrarão noutros meus blogs, na coluna da esquerda. nos meus blogs e aprecie.
Muito grata pelas vossas futuras visitas. ============= Laura
fevereiro 10, 2008 |
Poema - Repasto
Comi de tudo, da vida fiz repasto.
Até daquilo que provei, mesmo nefasto,
fui recolhendo e amarrei num bouquet.
Viagens, fiz algumas; reparei,
do mar, ter um receio que só eu sei!...
Dos aviões nunca tiraria brevet (...)
Assim, me limitei aos pés na terra
porque é difícil viajar, (está tudo em guerra...
por todo o lado são países desavindos).
Reduzi o meu espaço ao meu país;
e hoje, faço aquilo que não fiz,
contando no bouquet ramos infindos.
De moça nova que era, namorei;
e alguns corações despedacei
mas, no correr dos anos, são fatais
as trocas. Que prefere o ser humano?
Quando a idade avança, o que é mundano
passa. A mim... ficaram-me os animais!
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29/09/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:34 PM
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dezembro 10, 2007 |
Poema - ‘Nevoeiro’ junta-se à Festa
(3º poema do meu livro «Meu mundo 'Lá fora'»)
Festa das Vindimas
São às dezenas as tendas de feirantes e artesãos.
Todos podem comprar prendas, de enfeites, encher as mãos.
A igreja, sem demora, abriu com o artesanato.
Ficou ‘bom vinho’ cá fora, exposto com grande aparato
Os portugueses, vieram sentar na relva, ao fresquinho.
Alguns, os bancos trouxeram. Outros, dentro do carrinho,
conseguiram estacionar-se umas quantas horas antes.
E mais uns, empoleirados em tudo quanto é mirantes.
Bem comidos, com um brilho nos olhos, da luz e cores,
um estribilho nos ouvidos, de ouvir a marcha em clamores.
Bem bebidos, que esta terra tem boa pinga, a granel.
Nas redondezas, bom pão, queijo e um bom Moscatel.
Desde a meia noite, foi o reboliço esperado
pra sentar e poder ver final de festa anunciado.
Acabaram as largadas e já passou o cortejo.
As festas são terminadas com foguetes e lampejo.
Palmela vestiu de gala, para a Festa das Vindimas.
A mim, deixou-me sem fala. Resolvi expressar-me em rimas.
Esta terra de ar faceiro, deixa a vista regalada;
mas, subiu o nevoeiro e deixou-a enevoada.
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5/09/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 11:12 PM
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novembro 10, 2007 |
Poema - Gramo a grama!
(3º poema do meu livro «Meu mundo 'Cá dentro'»)

É grama, sim. É grama, sim senhor!
Gramo aos molhinhos a grama do meu jardim.
É grama, sim. É grama, sim senhor!
Há quem não grame, eu gramo e tem valor pra mim.
Ela percorre os carreirinhos, entre a pedra.
Se tudo mais não crescer, ela cresce e medra.
A gente corta, corta e ela cresce mais...
é resistente, aguenta sol e vendavais.
É grama, sim. É grama, sim senhor!
Gramo aos molhinhos a grama do meu quintal.
É grama, sim. É grama, sim senhor!
Há quem não grame, eu gramo o seu valor real.
Dum lado seca mas, do outro cresceu bem.
Não é preciso comprar, pois sempre se tem.
Cortam-se as guias, despontam-se com paciência...
Replantam-se, e não precisa grande ciência.
É grama, sim. É grama, sim senhor!
Gosto de a ter no meu jardim, dou lhe valor.
Gramo aos molhinhos esta grama verde e forte;
ela não cede a geadas, nem vento norte.
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30/08/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
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outubro 10, 2007 |
Poema - Curto momento!
(3º poema do meu livro «Ao correr da pena»)

Tenho a cabeça ocupada
com o que passo ao papel.
E as mãos também se distraem,
escrevem poesia a granel.
Agora, é que vão ser elas!
Vou mostrar o que escrevi!
Dou-lhes a minha palavra
de que eu cá nunca menti.
Não gostaram do que leram?
Isso a mim não me faz mossa.
Mais vale escrever poemas
que asneira fazer, da grossa.
Ficou roupa por passar
e o chão não foi lavado;
mas, valeu este momento.
Foi ou não foi bem passado?
Agora vão desculpar;
mas, eu tenho que ir andando.
E de mim podem falar,
que eu estou pouco me... importando!
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26/07/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 03:57 PM
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setembro 10, 2007 |
Poema - Morte duma árvore
(3º poema do meu livro «Meu tipo inesquecível»)
(Querido Damasqueiro)
A árvore de fruta estava velha
e, em vez de a podar, que me aconselha
o jardineiro, das árvores doutor?
Cortá-la, que o seu tempo está no fim!
Eu olho para ela e para mim
e pergunto-me: - Que é feito do amor?
As grandes pernadas têm secado,
abre fendas no tronco, condenado
à morte. Está no fim a sua vida.
É impossível tirá-la do canteiro;
a serra corta rente e o jardineiro
mata com ácido a raiz já perdida.
Protegeu-me do sol, doou-me a fruta,
floriu na Primavera até que bruta
mão maldosa matou-a num repente.
Ela tinha um destino marcado;
(antecipadamente terminado)
num vaso, árvore nova está presente.
Doeu-me aquela morte antecipada.
Não quero ir à janela, estou chocada
e nada orgulhosa deste feito.
Sei que a vida é assim mas, se aos humanos
se fizesse o mesmo, como se aos danos
da velhice eles não tivessem direito?
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15/12/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 03:35 PM
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agosto 15, 2007 |
Poema - Tormenta...
(3º poema do meu livro «Sonhando acordada»)
Ando à deriva como se um furacão
me revolvesse um mar, no coração,
e as vagas açoitassem sentimentos.
Se o meu barquinho encontrasse mar-chão...
É um pesadelo que recusa terminar;
e, sem saber que fazer para acordar...
não tendo onde aportar, passo tormentos.
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12/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:22 AM
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julho 15, 2007 |
Poema - Irmãos
(3º poema do meu livro «Amigos»)
Como os nossos problemas comezinhos,
perante amigos com doenças graves,
são desprovidos de tudo, pequeninos,
põem à felicidade alguns entraves.
Quem luta pra vencer cruéis doenças,
com dores e receio, entristecido,
sem saber do destino, qual sentença,
d’amigos tem que estar bem fornecido.
Amizade, é moeda numa face;
do outro lado, quer dizer amor.
Quem não tiver as duas não se mace
a chamar-nos d’amigos, que é pior.
Sentimo-nos seguros, nós e eles,
convencidos que somos estimados.
Moeda sem valor, a estima deles;
moeda falsa. Fomos enganados!
Pra tudo há o reverso da medalha.
Amor e amizade dão as mãos.
Que se afaste de nós essa gentalha
desconhecendo que eles são irmãos.
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25/09/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:15 AM
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junho 15, 2007 |
Poema - Tango macabro
(3º poema do meu livro «Animais de Estimação e outros que não»)
À janela, descansada,
bebo o café, embalada
por melodia argentina;
sem saber-me abandonada
pela providência divina.
Numa quinta, aqui bem perto,
a correr, montando o cerco,
um cão corria, em redondo.
Cão de caça, muito esperto...
e deu-se um crime, hediondo.
Debicava a criação,
e eis porém, quando o ‘senão’
avançou, dente afiado.
Começou a confusão;
fugiu um pra cada lado.
Voam penas pelo ar,
fogem patos a grasnar
e uma galinha, coitada,
levanta-se a coxear
pois levou grande dentada.
Pelo vizinho, gritei.
Acordes não esquecerei
da música sincopada.
Veio o dono impor a Lei;
e o cão, na cerca fechada.
Soam acordes, de novo.
Estarrecida, não aprovo
a cena presenciada.
O café, bebo num sorvo;
quase termino engasgada.
Notas musicais elevam
o tom, (e assim conservam
do espectador a atenção).
Os outros bichos observam.
É grande a consternação.
O dono não se atrapalha,
toca o ‘tango da canalha’,
(horror meu, que sou vizinha).
Ele saca da navalha...
Corta o pescoço à galinha!
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4/03/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:01 AM
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maio 15, 2007 |
Poema - Goba-Esperança!
(3º poema do meu livro «Animais de Estimação»)
«Dos seus donos para o Goba»

Fechou-se o compartimento e guardamos as lembranças.
Lágrimas e sofrimento darão lugar às mudanças.
Abrimos o coração, tentamos um novo amor.
Já temos um outro cão. Louvado seja o Senhor!
Vai ser difícil a vida para um cão substituto.
Ainda bem que é diferente e até um pouco bruto.
Comparações entre os dois, tentamos não estabelecer.
O Goba vai ser maior, pois não faz senão crescer.
Inda ontem fez dois meses; coloquei-o na balança.
Se os meus olhos não enganam 10 Kgs e grande pança.
Para ajudar nas diferenças, malha branca na queixada.
Pequena, mal se percebe; mais parece uma dedada.
Mais ou menos espaçados, pelinhos brancos no peito.
Nem é malha nem é risca, estão semeados a eito.
Aqueles pelitos brancos, traem a coloração
negra, do resto do corpo. E mais ... uma distinção.
Sapatos também não usa, naquele patão chapado.
Talvez se chame chinelo... de branco, semi-calçado.
Olhos negros, de azeitona, num focinho descarado;
e o branco, à volta dos olhos, tem um tom meio azulado.
Orelhitas bem espaçadas, com uma dobra pra frente.
Ele tem um ar patusco, parece inquirir a gente.
Quanto ao resto, todo negro, já promete ter bom pelo.
Vou escová-lo, nem que seja, co´a escova do meu cabelo.
Deus lhe dê vida bem longa; connosco compartilhada.
Sendo muitos, serão poucos anos e idade avançada.
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4/06/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:13 AM
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abril 15, 2007 |
Poema-Era uma vez... '20 contos'
(3º poema do meu livro "Pedaços da Vida")
Vou falar de '20 contos', para começar a história.
Foi no Natal deste ano; para uma mãe, foi 'a glória'!
Nas férias do fim do ano, a filha veio de visita.
Trazia-me um sobrescrito e uma prenda bonita.
Quando abrimos nossas prendas, nessa 'Noite de Natal',
vi que '20 contos' tinha o sobrescrito informal.
Também para ela havia, em sobrescrito fechado,
'20 contos' que o pai tinha só a ela destinado.
De mim o pai não quis nada de contos, do meu dinheiro;
mas, eu economizara 'quase 20' o ano inteiro.
O meu filho que trabalha e dinheiro não aprecia,
também rondou '20 contos', prendas que entre nós havia.
Vinte contos transitaram (em dinheiro português).
Andaram de mão em mão... Deus abençoe quem o fez!
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3/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 11:29 PM
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março 13, 2007 |
Poema - Janela da marquise
(3º poema do meu livro "Meu Universo")
A janela da marquise dá prò quintal dos vizinhos
e o meu quintal, nas traseiras.
Dela eu consigo enxergar, paisagem de mil maneiras.
Meu vizinho fez a casa, lá longe... e pôs entre nós,
(mui bem cuidado pelo dono)
pomar que muda de tom, Primavera, Verão, Outono!
Ainda falta o Inverno: sem folhas, ramos cortados,
é quando as árvores erguidas,
me fazem escrever rimados, pensando nelas floridas.
Outros vizinhos também, construíram moradia
à esquerda deste pomar,
aonde cresce, sadia, criança, a rir e a saltar.
Tem atrás num bom alpendre grande piscina amarela,
uma coisa de insuflar:
de plástico, bem singela, daquelas de encher com ar.
E lá dentro, a criancinha brinca na água, morninha
de tanto sol apanhar;
nua, de bóia à cintura, com um balde, a chapinhar.
À direita, tenho a casa que o meu vizinho constrói.
Porque o dinheiro não sobra,
a pouco e pouco lá vai, tentando acabar a obra.
Mas, já tem um bom jardim: laranjeira, limoeiro,
morangos, diospireiro...
cacto que dá flores vermelhas que valem pelo ano inteiro.
Nós, aqui, somos assim! E eu, sempre disse pra mim:
Gostamos todos de terra!
- Se toda a gente cavasse... acabava-se co´a guerra!
Mas abaixo, no gaveto, uma "adega" se transforma
em "boîte", com luz às cores.
São vizinhos divertidos, gente que gosta de flores.
Convidaram-me a espreitar nesse dia, por azar.
Não tive dúvida alguma;
mas não podia dançar nem tinha festa nenhuma.
A "boîte" estava fechada! Era o tempo das vindimas!
Como "adega", é diferente;
põe-se a uva engarrafada pra dar de beber à gente!
Assim é, minha marquise, clarinha e bem arejada.
Cinco metros de janelas.
Ficam no canto da casa, vejo tudo pra além delas!
A fazer o canto à casa, a janela vê canteiros
e espreita, ali mesmo ao lado:
casa das bilhas do gás, e o grelhador... do assado!
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10/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 11:29 PM
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fevereiro 15, 2007 |
Poema - Aquilo!
(3º poema do meu livro "Pensamentos")
?
Ai, mas que grande chatice! Que grande complicação!
Andas sempre atrás de mim e eu sem te querer dar
AQUILO que as outras dão.
Estás sempre a ver se me apanhas e me jogas num colchão.
Oh! Homem! Vai-te matar! Há muito quem queira dar
AQUILO que eu não dou, não!
AQUILO, em ti se adivinha. da camiseta ao calção.
Desde o vestido à calcinha, eu até faço strip-tease
na tua imaginação.
Sentindo esse olhar escaldante tirando a minha roupinha,
do casaco até à bota, eu fico nua, em pelota,
com AQUILO nuazinha.
Tu não pensas noutra coisa e eu gosto do meu sossego.
Confranges-me o coração. Quanto mais tu queres AQUILO
mais eu guardo o 'meu segredo'.
Eu soube, muito por alto, que as conquistas do teu rol
se vêm acumulando; AQUILO contabilizando
mais me parece um lençol.
AQUILO, é conta pra ti. Esse amor eu não concebo.
Nada tenho pra te dar, pára de me chatear.
De amor ... isso, é um arremedo!
Andas a ver se me caças, pra fazer o gosto ao dedo.
Estás a ver se me conquistas, as jogadas 'tão previstas”,
AQUILO anda-me a dar medo.
Eu contigo não passeio. E à noite, não vou sair.
Fujo de apartamento, carro, motel, um tormento:
d'AQUILO eu quero fugir!
'Não sabes ver sem mexer', espanhol é este ditado.
AQUILO está nos teus olhos. Há para aí 'disso' aos molhos…
Vê lá se está sossegado!!!!!
Disfarço, olhando pra rua. Já vens pegando na mão.
Tu és bem insinuante, se me descuido um instante,
AQUILO é a solução!
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3/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:51 AM
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janeiro 15, 2007 |
Poema - A cobra
(3º poema do meu livro "Divagando")
Passaste por mim na rua. Passaste, toda dengosa.
E eu fui olhando e pensando: que cobra mais sinuosa.
Dás nas vistas, acredita, talvez pelo teu vestir
mas, queria ver-te sem roupa, queria poder-te despir!
Se falas, ou se murmuras, gostava de constatar.
Se sem esses artifícios, (que tu usas pra agradar),
nua de corpo e de alma, só consegues sibilar.
Se quando abres a boca, o que escorrer, é veneno;
as palavras engolidas, por esse teu corpo obsceno.
Tu és cobra em ziguezague, nesse teu jeito de andar.
Teu hobby é dar o bote, desprevenidos caçar;
um após outro, num lote, sem nunca mais acabar.
Quem te fez assim, foi ele? Aquele que foi embora
e te deixou, nessa hora, com o destino traçado?
Ou foi a maldita vida, a pobreza denegrida,
que te deixou nesse estado?
É que as cobras como tu, a gente não sabe bem,
se se perderam de amor se por não terem vintém.
Noutros tempos, o vintém, estava muito bem cotado;
agora, já não se usa, «três vinténs», é desusado.
E fico a ver-te, pensando: Não invejo a tua vida!
Eu sou forte, vou andando; o meu pouco, vai chegando,
e de ti ... estou condoída! Conselhos, não te vou dar.
Também, não ias ouvi-los. Hoje, tens carro, um andar;
mas, já não sabes sonhar... Os homens, queres agredi-los!
Tem perdidas, por aí, (das quais muita pena tenho),
que só pra terem dinheiro, põem em prática engenho
capaz de bradar aos céus.
E os homens... São sempre os réus!
Estarão elas co´a razão? Eu não digo sim, nem não.
Mas, se os homens bem pensassem, e a oferta não aceitassem ...
De que lhes serve uma oferta se ela é paga e sem valor?
Talvez por isso, o amor, está baixando as cotações.
E há um ditado que diz: "Vês caras, não corações".
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9/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 05:09 PM
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dezembro 10, 2006 |
Poema - Prenda
(2º poema do meu livro "Dispersos")
Era uma caixa com muitos bombons
cuja tampa vinha cheia de rosas.
Foi uma oferta tua, eram tão bons
que me esqueci de como são vistosas.
Há muitos anos atrás, ouvi dizer
que as prendas são abertas e tratadas
sempre em função do tipo de mulher;
se ricas, pobres ou remediadas.
Às ricas interessa o que está dentro.
As pobres guardam sempre as embalagens.
Estão as remediadas bem no centro,
porque no centro se encontram as vantagens.
Abrem as prendas sempre com carinho,
e curiosidade feminina;
E tratam os pacotes com geitinho,
sejam de loiça, papel, ou cartolina.
Gosto das prendas por inteiro, e agora,
não sei em qual das classes me situo.
Tudo aproveito, nada deito fora.
Uma excepção à regra constituo?
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18/04/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 2095
Publicado por Littlehut em 12:20 AM
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novembro 10, 2006 |
Poema - Virtual - amigo perdido
(2º poema do meu livro "Histórias dos Amigos")

No mundo não sabemos que fazer. Na vida não sabemos como agir.
Falando, deitamos tudo a perder. Calando, é como estar a fingir.
Perdi o meu amigo virtual. Claramente falei; e não gostou.
Apontei-lhe um erro fenomenal no seu poema, e ele desandou.
Eu vou contar a história e pedir, a quem ler isto, se responder-me possa,
que diga se devemos engolir quando um amigo é motivo de troça.
Escreveu ele um poema, assaz jocoso, desses de fazer rir, que não tem mal;
e, porque é um poeta virtuoso, doeu-me aquele engano colossal.
Rimou, ele, a palavra Kumasatra que não existe, (mas um erro qualquer faz),
com o verso «sair pela culatra». Se houvesse tal palavra... era capaz!
Logo escrevi, apontando-lhe o defeito; e disse, Kamasutra, dever ser.
Brincando, acrescentei, não haver jeito por ser rima difícil de fazer.
Amofinou-se o homem, não gostou. Julgando-se infalível, respondeu
que não ligava a 'isso', nem ligou. Foi-se no éter. Nunca mais ele escreveu.
Perante tamanha desfaçatez, ao ver a amizade reverter,
eu rezo a Deus, (que do alto tudo vês), manda-me só amigos pra valer!
Está pendurado, numa placa de madeira, este poema, para eu não esmorecer
no são cultivo d'amizade verdadeira; mandando «às favas» quem me quer aborrecer.
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5/03/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 01:35 AM
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outubro 10, 2006 |
Poema - Sugestão não é conselho!
(2º poema do meu livro "Subtileza? Nenhuma!")
Na ânsia d'encontrar um grande amor,
tu vais coleccionando amores pequenos
que, não te servem, só te trazem muita dor.
Deles, a importância, é de somenos.
Acalma-te! Restringe o teu anseio!
Admite que, na vida, não tens sorte!
Para seguirmos sós, há só um meio;
é definir um rumo, o nosso norte.
Se ganhas para ti, segue; descobre
os homens que praticam o desmando
de te acharem, de espírito, uma pobre.
Assume duma vez, tu, o comando.
Admite que procuras, incansável;
e, por vezes te sentes acuada.
Pra ti, tenho um ditado memorável:
«mais vale só, do que mal acompanhada»!
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5/03/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:56 AM
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setembro 10, 2006 |
Poema - Rio d'amor!
(2º poema do meu livro "Imaginação")
Lágrimas, chorei tantas que perdi
a conta, neste rio que correu
dos meus olhos, em direcção a ti.
E assim, entre nós dois um rio nasceu.
Os barcos que o navegam, emoções,
de velas desfraldadas ao sabor
de vento alísio ou em furacões,
nas tempestades próprias do amor.
Períodos de seca o empobrecem,
deixando só um regato a correr.
Os verdadeiros amantes, não se esquecem
que um dia ele voltará a encher.
No Outono da vida de nós dois,
bem longe das loucuras, do fulgor,
aprendemos que o melhor vem depois,
na calmaria doce do amor.
Os sonhos perderam-se, no caminho;
não há mais tempo, a vida nos frustrou.
Recordando, murmuramos baixinho:
- Foi uma nau pirata que os roubou!
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25/11/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:30 AM
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agosto 10, 2006 |
Poema - Amar você... cavalo selvagem!
(2º. poema do meu livro "Animais")
Não é preciso que seja diferente,
para conter a beleza do mundo.
Basta ser um cavalo, simplesmente,
e o seu relincho ecoar, bem lá no fundo
da imensa planície onde, liberto
da lei dos homens, belo, na paisagem
se confunde o seu correr inquieto,
iludindo-nos, pensamos ser miragem.
Amo a ideia de saber que existe
entre as melhores obras do Senhor.
Enquanto houver um homem que resiste,
haverá liberdade, a Deus louvor.
Então, em orações, que se conquiste
justiça, perfeição e esplendor!
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8/05/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:06 AM
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junho 10, 2006 |
Poema - Quinta do anjo
(2º poema do meu livro Meu Mundo "lá fora")
Algum motivo tiveram, pra te chamarem assim;
tu és a QUINTA DO ANJO e foste um anjo pra mim.
Quilómetros te separam de Cabanas, terra minha;
onde brotam os meus versos de manhã e à tardinha.
Aqui provei coisas boas: pão, vinho, queijo e amor.
Todas dignas de ir à mesa de um rei e Nosso Senhor.
Adoptei-os, fi-los meus: distrito, terras e gentes.
Até pasmo com os moinhos, que estão vivos e contentes.
Setúbal, QUINTA DO ANJO, Palmela, Serra do Louro,
fazem parte do meu mundo; adoro-os, são um tesouro.
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28/07/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 08:53 PM
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maio 10, 2006 |
Poema - Primavera
(2º poema do meu livro Meu mundo "cá dentro")
As lágrimas, secaram no meu rosto.
No coração, um pranto desmedido
queimando como lume em fogo posto,
por um amor finito, reduzido.
As cicatrizes deste longo Inverno
desmaiam, sobre a pele, em novo tom.
Recordações já mortas, desse inferno,
fenecem, porque o sol tem esse dom.
Acordo inebriada p´lo jasmim...
com a 'dama da noite'... o sono vem.
Quem tem a vida perfumada assim,
decerto não precisa de ninguém.
Talvez vá procurar um novo amor
quando das minhas flores cair a flor.
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22/03/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 01:37 AM
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abril 10, 2006 |
Poema - Do meu jeito...
(2º poema do meu livro "Ao correr da pena")
Mais do que um livro escrevi;
e em versos, o que vivi,
no meu jeito indiferente
fui contando, a toda a gente.
Mais de mil flores semeei,
não tem conta o que plantei:
couves, arbustos e salsa
dançaram comigo a valsa
do dia a dia encantado,
que às vezes parece um fado,
outras, violinos de rei.
Um dia, descansarei.
Se é curta a vida, não sei!
Cuidei dos meus animais,
por outros, lutei demais...!
Tive os filhos que podia...
Fiz os livros que devia...
Árvores? Mais, plantarei!
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2/05/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:36 AM
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março 10, 2006 |
Poema - "JACQUELINE"
(2º poema do meu livro "Meu tipo inesquecível"

(À minha amiga Jacqueline)
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Inda não perdi a esperança, de ultrapassar este mar.
Vou de avião ou de barco, mas ir-te-ei visitar!
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Jacqueline, minha amiga,
no teu dia tão penado,
onde encontras essa força
e alegria pra viver,
nesse corpo magoado?
Poderei sentir-me triste?
Poderei ser infeliz?
Venceste cruel doença,
revogaste uma sentença;
ao pé de ti, nada fiz!
Conseguirei visitar-te?
Virás tu ver-me algum dia?
Daríamos nossas mãos,
iríamos relembrar,
nossa fé que fez magia!
Se não houvesse oceano ...
Este mar abençoado ...
Eu iria ter contigo,
levar-te um beijo, cantar,
a letra deste meu fado!
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6/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:16 AM
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fevereiro 10, 2006 |
Poema - Intuição
(2º poema do meu livro "Sonhando acordada")

Devia ter vivido aquele instante,
como se fosse o último a viver.
Devia tê-lo prolongado bastante,
como se soubesse que, após, ia morrer.
Na hora em que os olhares se cruzaram,
em uníssono, bateram corações.
Telepaticamente, conversaram
as nossas almas, olvidando as multidões.
Depois... a vida trouxe o desencanto;
diariamente, esta labuta pelo pão.
Depois... os familiares, entretanto,
aproveitaram para dar um empurrão.
Seguimos um atalho, indiferentes,
aquilo que se chama: Intuição!
Apareceram outros pretendentes...
Conduzimo-nos hoje, em contramão.
Encurta-se-me a vida, bem o sei,
aumentam os problemas de saúde.
Da esperança de vida me apartei,
aproximar-me da meta, é uma virtude.
Outra vida me espera no Além,
e sei que o meu destino está marcado;
das vidas que já vivemos aquém
desta, sempre nos temos encontrado.
Aproveitemos para purificarmos
as nossas almas, cujo amor é tão profundo.
Sabendo de antemão: quando ficarmos
juntos, faremos o nosso mundo.
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30/08/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:32 AM
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janeiro 10, 2006 |
Poema - Entre, amiga virtual!
(2º poema do meu livro "Amigos")
(dedicado à minha grande e inesquecível amiga
- Jacqueline -)
(Adaptação de uma prosa de Letícia Thompson)
Abro a janela do meu computador!!!
Entre, e traga o seu riso, por favor,
que não ecoa mas, enfim, é tão gostoso!
Conte pra mim as suas velhas histórias,
totalmente imbuídas de memórias,
algumas tristes, outras que dão puro gozo!
Deixe eu deitar, em ombros invisíveis,
e segurar mãos fortes e flexíveis,
olhar seus olhos, nessa fotografia.
Suas palavras entram-me direitinho,
num coração tão falho de carinho...
Meu mundo é uma casa tão vazia!...
Da imensidão do éter, você chega
sem passaporte, você me aconchega,
atravessa fronteiras e me assume.
Traz muita paz... umas palavras, um verso...
música... imagens... mostra-me um Universo
de coloridas flores... sem perfume.
Todos os dias, eu abro esta janela
na esp’rança de a rever, entrar por ela
seu bálsamo, alívio desta dor.
Abro-lhe a minha casa, como vê.
- Tome um café. Conte-me de você.
Prove o meu bolo, fale-me seja o que for!
Juntas sorrimos, ficámos delirantes...
Juntas chorámos, de coisas tão chocantes...
Você não é apenas um endereço
que vive num arroba escondido,
você tem uma alma, um apelido;
de há muito que ganhou o meu apreço!
Afinal, é o meu anjo da guarda!
Para entrar aqui, você se farda
com duas asas e uma auréola branca.
Esquecida dos problemas pessoais,
você aceita os meus lamentos mais
abertamente que a família, é mais franca.
Desculpe o meu café não ter sabor,
e o meu bolo sem açúcar, o melhor
que eu consegui à Internet conectada.
Mas o carinho e amizade são reais
na rede toda; porque de virtuais,
acredite que não temos mais nada!
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3/08/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:52 PM
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dezembro 10, 2005 |
Poema - Ilha da Madeira - Receios!
(2º poema do meu livro "Animais de Estimação e outros que não")

Hoje quero falar-lhe, Presidente, da nota discordante que observei
na Ilha da Madeira, onde contente, Vossa Excelência preside, qual um rei.
A natureza calma do ilhéu acaba por tornar-se num defeito;
e, neste caso, até faz dele um réu. Ignorar animais não tem mais jeito.
Estive na sua ilha uma semana, duas, três, ficaria toda a vida.
Trouxe no coração, a desumana nota que entristeceu a minha ida.
Saí para jantar naquela rua de muitos restaurantes e esplanadas,
junto ao Windsor Hotel. Por culpa sua, encontrei uma gata abandonada.
Os restos de comida que lhe dava, não minoravam a sede de carinho
e o pavor que, de tal modo, a perturbava quando via passar outro gatinho.
Escondeu-se no meu colo, assustada. Escorreu-me a lágrima, como fiozinho,
e perguntei porque ninguém fazia nada(?...) mas cada um só vê e segue o seu caminho.
O lindo animal de olhos verdosos sofre, por falta de politização.
Aos ilhéus, que por norma são bondosos, ensine-os também a ter coração.
Perdida,,, abandonada... feriados... fazer alguma coisa eu não podia.
Serviços Camarários fechados no fim de semana da 'Autonomia'.
Senhor Presidente, isto é um apelo! Faça V.ª Ex. alguma coisa!
Faça da sua ilha um modelo, porque em Lisboa não tenho quem me oiça.
Crie um serviço que auxilie os animais. Há sites para tudo em Internet.
Zelar por homens, flores e outros que tais, no paraíso dessa ilha a si compete.
Ensine aos seus patrícios 'irmandade', faça campanhas de politização.
Eles adoram-no! Acredite, que é verdade! Mais uma vez, levante a mão, e diga: - Não!
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12/02/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:13 PM
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novembro 10, 2005 |
Poema - África-cadela
(do meu livro «Animais de Estimação»)

Agora é que vai ser bom! - digo eu aos meus botões.
Com gato, cão e cadela, não há medo de ladrões.
O gato, era um desprezado; mas, aqui, tem um bom lar.
O cão era abandonado, por ele estou a lutar.
A cadela é que é finória! (Eu finjo que tive amnésia).
Só acolho 'pobretanas' e ela é 'Leão da Rodésia'.
Boa casta e 'pedigree'... Virá cheia de peneiras!
Eu, vou metê-la na ordem. - Ó menina, tem maneiras!
Isto aqui não é Hotel de uma nem cinco estrelas.
Aqui, há que andar na linha, sejam gatos, cães, cadelas.
A dona tem que fazer! Pouco tempo há pra finuras.
Tu vens mal habituada, desse país nas lonjuras.
Foi a filha que a comprou; mimou demais, fez asneira.
Agora, mudou de vida; deixa cá esta canseira.
A 'madame' vai ver só! Aqui, além doutro clima,
vai ter que dividir tudo; se quiser a minha estima.
De Moçambique pra cá, Lourenço Marques, Maputo.
Se ela cá quiser ficar, eu por ela também luto.
Porque a dona, minha filha, vai para França estudar
enquanto o genro faz curso; e não dá para a levar.
Eu só quero ver depois... quando eles regressarem...
se a "África" quiserem... a "África" me tirarem!!!
(Isso é que era bom)
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2/08/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:57 PM
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outubro 10, 2005 |
Poema - Cinquenta anos... Adeus!
(2º poema do meu livro «Pedaços da vida»)
Tenho uns cortinados novos,
colcha e duas almofadas.
Quero gozá-los que os anos
correm como águas passadas.
Fotos dos filhos, marido
bem parecido, (vaidosa
dos filhos que são bonitos),
e minha, que era jeitosa!
Vaidosa de mim, do quarto
p’las minhas mãos decorado.
Gosto dele que me farto,
e das fotos do passado.
Ai, já lá vai meia vida! ...
Cinquenta anos ... Adeus!
Meia vida está perdida! ...
Quantos mais anos, meu Deus?
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20/08/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:21 AM
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setembro 10, 2005 |
Poema - Vizinhos!
(2º poema do meu livro «Meu universo»)
Já descrevi a paisagem
e o que se passa comigo
quando estendo o meu olhar.
Falta o olhar atrevido!
Vamos lá baixar os olhos
e um pouco bisbilhotar,
ver mais ao pé e mais perto;
querer espreitar vizinhos...
Não sei se está muito certo!
Na frente, vizinhos novos
nas duas casas, lá estão.
Não ponho nenhum senão!
Pessoas de poucas falas...
Tratando de desmanchar
o que os anteriores fizeram.
Até me fazem pensar
o que irá acontecer
aqui, se eu desaparecer.
Mais acima e mais abaixo,
(que esta rua é a subir),
tem vizinhos pouco próprios
que até me fazem sorrir.
Mesmo ao lado, na subida,
fica casa de gaveto.
Dizem palavrão que ferve!
Mas é bom que não me enerve;
eu com eles não me meto!
São vizinhos belicosos ...
sempre co'a música aos gritos ...
e as motos a acelerar ...
Também têm as cadelas
que estão sempre a ter filhitos.
Os bonitos, há quem leve.
Ai, não ver isto, quem dera!
Outros, são atropelados ...
Vizinhança, desespera!
Todos à solta p'la rua,
magrelas, escanzelados,
a assaltarem os jardins ...
Os vizinhos resolveram
pôr cercas, portões fechados.
Puseram a casa à venda!?!!?
E, entretanto, sumiram.
Ela está tão mal cuidada ...
Nem quero pensar! desistiram!
Que rua tão sossegada,
com sossego em demasia!
(Se eles aqui não estivessem).
Por nunca se passar nada,
o meu cão adormecia!
Mas tenho muro bem alto
e dá para me isolar;
que eu gosto do meu descanso
e do meu 'lar, doce lar'!
Mesmo ao lado, na descida,
tem vizinhos de rancores.
Embirraram com o meu gato
porque ele estragava as flores.
As tais flores, eram umas folhas
que do outro lado havia.
Motivo do desacato:
-Rasgavam contra uns arames,
porque o vento lhes batia!
Amuada com os vizinhos,
que até gosto de ajudar,
acabei co'as brincadeiras.
Eu levantei divisória,
enchi-a de trepadeiras.
Achei por bem isolar-me
e com flores dividir;
entre nós, uma parede,
trepadeiras a florir.
Inda bem que são de fora,
moram em local diferente.
É muito desagradável
não nos darmos co'as pessoas
e ter que olhar pra tal gente.
Eles têm esta casa,
para as férias vir passar.
Que sorte! Não os aturo
um ano inteiro a morar!
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10/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 07:13 PM
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agosto 10, 2005 |
Poema - Um dia...
(2º poema do meu livro "Pensamentos")

Eu sou poetisa! Escrevo tudo em verso!
Tem poema triste, tem outros alegres, tem até perverso.
Podia ter "outros", como hoje convém.
Sabem, como eu, que a "pornografia"... vende muito bem!
A cabeça pensa, a caneta escreve.
O coração sente: sei bem que só vende quem muito se atreve.
Vou pensar que escrevo versos eruditos.
Se vos virem lê-los, não tentam escondê-los nem ficam aflitos.
Vou escrever normal, escrever comedido,
sem precisar estar, em algum lugar, o meu livro escondido.
Quero que todos leiam, grandes e pequenos,
pois nada receiam. Sou ambiciosa, não faço por menos.
Mas, com a idade, e o passar dos anos,
os cabelos brancos dão-nos regalias; tornam-nos profanos.
É prerrogativa que nós todos temos.
Falamos de tudo que existe na vida, quando envelhecemos.
"Vida-experiência" convidam a expôr
a idade assumida; e, assim resumida, tem muito valor.
Todo escritor há-de, escrever o que pensa.
A literatura não terá censura, como recompensa.
Por isso os meus temas vão modernizar-se;
e, apesar de tudo, pra outros esquemas hão-de encaminhar-se.
Por iniciativa da modernidade,
a "pornografia", eu descrevo... um dia, com ou sem vontade!?
Por mim, eu confesso, pende pra "erotismo"
a minha tendência. Entre eles, me dizem:- Vai um grande abismo!
Acho que esse abismo, (e entender eu tento),
é mais... uma linha que, de tão fininha, talvez leve o vento!
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10/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 01:40 AM
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julho 10, 2005 |
Poema - Enredo Tramado!
(2º poema do meu livro "Divagando")
Entre os poetas, eu sou considerada,
desencardida e desenxovalhada.
Não quero guardar, pra mim, este segredo.
Vou desvendar como se trama tal enredo.
Contar aonde pensamentos em tropel,
me dão ideias pra poemas de cordel!
Eu sou poeta de casa de banho!
(Aonde os outros cantam uma canção).
Poesia empírica, limpa, bem lavada;
enquanto passo a esponja com sabão.
Daquele frasco ... eu tiro grandes ideias!
(É meu champô, com espuma a fervilhar!)
Eu vejo mais além, que toda a gente?
Arde em meus olhos ... e já não posso olhar!
E corre a água... e as lágrimas com ela...
Vão desaguar num turbilhão... d’água amarela...
Naquele ralo, que vejo meio tapado!...
Entope o duche e fica o chão... Todo molhado!
E a minha esponja, beleza esburacada?
Graças ao Gel que um artista inventou,
estou despachada, em 3 minutos; bem lavada! ...
Mais uma hora pra tirar dela o champô!
Aperto a esponja, deito água, aperto mais,
sai sempre espuma, minutos passam fatais;
atiro com ela porque já estou atrasada,
no outro dia, vou pegar-lhe ... Está melada!
Minha banheira! Amiga e confidente!
De espiritualidade tão latente,
que dantes, eu podia acariciar...
quando passava a mão pra te limpar!
Agora, já não tens carinhos meus!
Apareceu um produto:- Benza-o Deus!
E a gente, não precisa de esfregar...
É só esguichar, até dispensa o "enxaguar"!
Por isto, meus poemas são singelos;
são temas livres, que eu considero belos.
Tenho a cabeça, muito acima da serra;
mas tenho os pés, bem lavados, na terra!
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11/2000
Laura B. Martins
Soc.Port.Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:59 AM
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junho 02, 2005 |
Poema - Livre como os passarinhos
(Poema do meu livro "Dispersos")
Ó tristeza, vai-te embora! Deixa em paz meu pensamento. Quando vens ao pé de mim, não escrevo, só me lamento. Este mundo já está farto dos que andam a chorar. Eu, preciso estar contente para os outros alegrar.
A alegria não tem preço; ser feliz, não custa nada. Basta olhar quem nada tem, e é feliz, emancipada. Ter muito já é motivo para ainda querer mais. Pra mim, só desejo ter a ‘liberdade dos pardais’. ------------------------------- 1/10/2001 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:30 AM
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junho 01, 2005 |
Livro 18 - Editado 06/2003 Dispersos
(imagem da capa)
 Era uma vez... Cabanas!
Publicado por Littlehut em 12:05 AM
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maio 02, 2005 |
Poema - Vendo as rosas a crescer...
(Poema do meu livro "Histórias dos amigos")
O meu amigo Lourenço,
deu uma lição de vida,
quando eu julgava perdida
essa arte de viver.
Contou que na sua casa,
na província, tem rosas;
que ele, com mãos amorosas,
cuida como deve ser.
Um dia, a esposa pergunta,
ao vê-lo parado, quieto,
olhos fixos em objecto,
sem dar pra ela entender:
- Andava à tua procura,
marido. Estás tão calado,
absorto, silenciado,
que estás aí a fazer?
Responde o amigo Lourenço:
- Estou farto de tanta lida.
Chega-te aqui, minha querida,
vem ver as rosas crescer!
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27/05/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 01:55 AM
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maio 01, 2005 |
Livro 17 - Editado 06/2003 Histórias dos amigos
(imagem da capa)
 em Cabanas, casal de bisavós
Publicado por Littlehut em 01:28 AM
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abril 02, 2005 |
Poema - Neste mundo... NEM MAIS UMA CRIANÇA!
(poema do meu livro "Subtileza? Nenhuma!)
Não ponham mais crianças neste mundo!...
Parem-se os nascimentos de bebés!...
Quanto mais, eu, os homens aprofundo,
mais sinto divididas suas fés.
Não ponham em risco a fragilidade
das almas das crianças, imaturas,
que nascem sem um grama de maldade;
e o nosso exemplo, depois, as transfigura.
O mundo já está superpovoado.
Os seres infectados proliferam.
A Terra é um presente envenenado,
que vão deixar pior do que lhes deram.
Não há palavra d'honra de ninguém.
Os homens não merecem confiança.
Entre guerras e fome, disse alguém:
- Neste mundo... nem mais uma criança!
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31/01/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 06:41 PM
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abril 01, 2005 |
Livro 16 - Editado 05/2003 Subtileza? Nenhuma!
(imagem da capa)
 Acorda, beberrão!
Publicado por Littlehut em 01:16 AM
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março 02, 2005 |
Poema - Última folha
(1º poema do meu livro «Imaginação)

Uma árvore velha, retorcida, na paisagem que avisto da janela;
de tronco bifurcado, ela resiste às intempéries. Pareço-me com ela!
Todos os dias a vejo, erecta, firme; abrigando pássaros. Com folhas
colorando, ao sabor das estações. Assim, durante a vida fiz escolhas.
Na Primavera, escolhi viver feliz. É próprio do verdor da natureza
de quem é jovem, e pensa que o amor é um reino encantado. Só beleza!
Escolhi, eu, dar à luz os meus rebentos com a chegada do Verão; ramifiquei-me.
A sombra aos cansados viandantes foi duplicada; fiz-me em duas... bifurquei-me!
À minha volta rodopiam folhas, vento!... Bailam, chilreiam, como filhas que se vão
seguindo a vida, o destino, esperançosas. Um frio d'Outono trouxe-me a desilusão!
Gélido Inverno, que me deixa entristecida. Presa num ramo, a última folha cai.
Enfim, liberta dos deveres familiares (!) Rolou a lágrima, um soluço me contrai.
Mas, outra Primavera se anuncia. No renovar do ciclo, posta à prova,
retorno à vida, algo ressequida, um pouco menos forte, e menos nova.
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6/03/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 05:16 PM
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março 01, 2005 |
Livro 15 - Editado 5/2003 IMAGINAÇÃO
(imagem da capa)
 Na bruma, D. Fernando se perdeu...
Publicado por Littlehut em 01:04 AM
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fevereiro 02, 2005 |
Poema - Não quero ver nascer mais animais
(1º poema do meu livro «Animais»)

A civilização, assim chamada pelos homens, tomou o lugar de Deus.
A terra foi usada, transformada, em prol do homem e dos interesses seus.
Esterilizem-se todos os animais! Amiga deles sou eu, mas eu condeno
gaiolas, zoológicos, quintais, prisão de cercas ou o abandono obsceno.
O inverso daquilo que escrevi também condeno, de forma diferente;
animais de almofadas, pedigree, penteados e com roupas, quase gente.
Deixem-nos ser aquilo que Deus quer, deixem viver em função da razão
dos seres vivos, homem ou mulher, pássaro, crocodilo, gato, cão.
Façam-se vídeos para a posteridade nos habitates próprios, qu’ inda têm.
Enquanto o homem, por voracidade, não invade o seu espaço, e a morrer vêm.
Caçados por luxúria, ou por desporto, são chifres, patas, peles, e o que mais
inventa o homem; tudo acaba morto. Não quero ver nascer mais animais!
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1/02/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 05:58 PM
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fevereiro 01, 2005 |
Livro 14 - Editado 01/2003 ANIMAIS
(imagem da capa)
 Cão paraplégico. Quanto pode o amor!...
Publicado por Littlehut em 12:50 AM
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janeiro 01, 2005 |
Livro 13 - Aguarda Edição - S I G N O S
(imagem da capa)
 Nos astros e na palma da mão...
Publicado por Littlehut em 12:30 AM
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dezembro 02, 2004 |
Poema - Pausa!
(do meu livro «Meu mundo 'lá fora'»)

Está fresco e corre uma aragem debaixo da trepadeira.
À volta, há verde com flores, compensando a soalheira.
Abri o chapéu de sol no alpendre, bem juntinho
ao toldo. E agora reparo: - Olha, um ninho de estorninho!
As ramadas do chorão dançam ao sabor do vento.
Não preciso de mais nada, eu com pouco me contento.
Além, um pinheiro enorme com arredondada copa.
Vem vindo uma lagartixa... A imaginação galopa.
Não é imaginação! É a alma consolada
porque os olhos se distraem. Tenho a mente descansada.
Do outro lado da rua, entre duas moradias,
espreita-me uma bananeira. Toca o sino Avé-Marias.
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25/06/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 01:06 AM
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dezembro 01, 2004 |
Livro 12 - Editado 12/2002 Meu Mundo 'lá fora'
(imagem da capa)
Publicado por Littlehut em 04:32 PM
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novembro 02, 2004 |
Poema - Criatividade
(do meu livro «Meu mundo 'cá dentro'»
Quem vai, deixa muitas coisas. E quem fica, deita fora. Mas esta minha cabeça, dá-lhes destino na hora.
Tinha sobrado uma grade do habitante anterior. Vou já mandar arranjá-la, fazer-lhe seja o que for.
À medida da janela, ela vai ter que ficar; para impedir o ladrão de cá em casa me entrar.
Até a banheira antiga eu enterrei no quintal; um banho lá, no Verão, é algo fenomenal.
Tenho um duche de jardim, que se liga a uma mangueira. É portátil, muito bom, lava-se o cão à maneira.
À volta, tudo empedrado; com degraus, muro, canteiro. Além a mesa e as cadeiras; e por cima, o damasqueiro.
Rua íngreme e a casa tem o chão desnivelado. Morar na serra é assim: são degraus por todo o lado.
Mais abaixo, em dois socalcos, tem couves, diospireiro. a laranjeira, a gamboa e um bonito loureiro.
Na frente, fiz um alpendre. Bancos compridos, balouço. Mesinha e umas cadeiras. Como lá o meu almoço.
De quarenta por sessenta, eu compro pedras bem grandes; semeio a relva entre elas, fica pronto nuns instantes.
É relva de qualidade, com qualquer coisa à mistura que o cão gosta de comer... e assim lhe mantém a altura.
De lado eu aproveitei, pra colocar limoeiros; mais uma tanjerineira e umas ervas de cheiros.
Até tem caramanchão de grande maracujá. É uma planta do Brasil, mas aqui também se dá.
Misturado nos canteiros, há um hibisco, entre as flores; malmequeres brancos, gigantes, e outras, de várias cores.
Também tem o meu amado chorão, que em ramos é farto. Fui eu que ali o plantei, para dar sombra ao meu quarto.
Depois, vi que funcionava como casa apalaçada pra passarinhos e melros, que cantam p´la madrugada.
O muro alto, à direita, era uma parede nua; agora, tem flores laranja que já galgaram prà rua.
E tudo foi obra minha. Saiu da minha cabeça. Ao que estava nesta casa, vi que me sentia avessa.
Toda a gente tem, no fundo, sua criatividade. A questão é descobri-la, colocá-la em liberdade! ------------------------------ 2/2001 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 11:06 PM
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novembro 01, 2004 |
Livro 11 - Editado 12/2002 Meu mundo 'cá dentro'
(imagem da capa)

Aquém dos muros do quintal
Publicado por Littlehut em 10:26 PM
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outubro 02, 2004 |
Poema - Idade do ouro
(do meu livro «Ao correr da pena»
Os jovens no seu viver e maneira de falar,
pensam, falam em morrer; mas, fazem-no sem pensar.
Na meia idade se fala, na morte, com mais cuidado.
Julgamos ultrapassá-la... que a morte, nos passa ao lado.
Mas, na idade do ouro, talvez pra lá dos sessenta,
viver já é um tesouro; e a morte nos apoquenta.
Fomos loucos, levianos; sorrimos, rememoramos.
Queremos viver mais anos. Já faltam poucos... pensamos.
A contagem decrescente instala-se, sem querermos.
Inconsciente, na mente, o desejo de vivermos.
Ah! Juventude incapaz! Quanto bem desperdiçado.
Pudesse eu voltar atrás... Fazer do futuro... passado!
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17/02/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:07 PM
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outubro 01, 2004 |
Livro 10 - Editado 11/2002 AO CORRER DA PENA
(imagem da capa)
 Com a caneta da imaginação...
Publicado por Littlehut em 10:31 PM
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setembro 02, 2004 |
Poema - Meu filho
(do meu livro «Meu tipo inesquecível»)
(Dedicado a meu filho JR - excepcional - minha companhia e minha grande ajuda)
Ele trabalha por turnos. Ele mantém seu horário.
Se julgam que ele é inútil, podem pensar o contrário.
Meu filho é bem complicado; só eu o posso entender.
Ajuda-me, faz recado, dou-lhe o quintal pra varrer.
Leva o lixo lá pra fora... Traz o gato cá pra dentro...
Quando sai, não se demora... Arruma o quarto a contento.
Traz o pãozinho pra casa... Leva o cão a passear...
Vê a caixa do correio... Põe a mesa prò jantar.
Tira a toalha da mesa... Põe loiça suja na máquina...
Dá o granulado ao cão... A janta, ao gato, bem rápida.
Lava os dentes e as mãos, prepara-se pra dormir.
Já deu graxa nos sapatos, veste o pijama a seguir.
Já tem CD a tocar e entreabriu a janela.
Faz mais uma festa ao cão... Dorme amor, que a noite é bela!
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6/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:21 AM
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setembro 01, 2004 |
Livro 09 - Editado 11/2002 MEU TIPO INESQUECÍVEL
(imagem da capa)
 Jackie e seus cachorros predilectos
Publicado por Littlehut em 10:25 PM
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agosto 02, 2004 |
Poema - Tarja negra
(do meu livro «Sonhando acordada»)
Um dia, o carteiro bate à porta e entrega uma carta, em tua mão. Vem tarjada de negro, e comporta triste notícia que amargura o coração.
Perguntas-te, a carta na mão fechada: - Será família? Meu Deus, preciso coragem! Sossega! Era uma amiga cansada. Foi-se, com o vento que a carregou na voragem.
Fui eu. Como uma flor me feneci. Fugiu a alma, do meu corpo, e faleci. Dores da alma, suplantam as corporais...
São tão difíceis de curar, doem-nos mais... (A dor estava a fazer-me tanto mal...) Também se morre, de desgosto, em Portugal! ------------------------------ 1/11/2001 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:20 PM
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agosto 01, 2004 |
Livro 08 - Editado 11/2002 SONHANDO ACORDADA
(Imagem da capa)
 Se o sonho comanda a vida...
Publicado por Littlehut em 03:52 PM
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julho 02, 2004 |
Poema - Requiem...
(do meu livro «Amigos»)
REQUIEM... por um amigo!
(Estou mais pobre)
 Entro na sacristia e vejo, atrás, encoberto por corpos que se movem, deitado, lá no fundo, aquele homem que entre rendas e sedas, ali jaz.
Corpos de negro... Trouxeram amizade de quem, último olhar embevecido deita ao amigo que parte, enfim vencido, e de guardar-lhe o rosto tem vontade.
Olho-te... e ali fico estarrecida. Não quero acreditar que nos deixaste! Acabou-se-te a tortura da vida...
Em menos de um ano, tanto penaste... E aguardo o teu abraço... convencida, que vai ser como sempre me abraçaste. ----------------------------- 11/11/2001 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 10:54 PM
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julho 01, 2004 |
Livro 07 - Editado 11/2002 AMIGOS
(imagem da capa)
 ... mas todos são amigos.
Publicado por Littlehut em 10:29 PM
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junho 02, 2004 |
Poema - Leões caseiros
(do meu livro «Animais de estimação... e outros que não!»
Lá estão eles sobre a cómoda, o meu casal de leões.
É uma situação incómoda, dormir com bichos rujões.
Mas estão sempre calados, deixam fazer um carinho.
São leões domesticados, feras de grande focinho.
Meus bichos tom de camurça, uardam-me sono e descansos;
junto ao cão, coelho e ursa que são, como os leões, mansos.
O coelho está na cama, é um bicho preguiçoso;
junto a um cão que se chama ‘pequenino’, é amoroso.
Quando me deito, lá vão prà mesa de cabeceira.
Eu nunca os ponho no chão: ou mesa ou prateleira.
A ursa, lá no sofá, (com um laço cor-de-rosa),
diz entender o que há, olha pròs outros e prosa:
A dona, quando menina, sofreu um desgosto atroz;
não obteve, em pequenina, peluchinhos como nós!
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20/08/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:12 AM
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junho 01, 2004 |
Livro 06 - Editado 10/2002 ANIMAIS EST.e o q.ñ
Livro - ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO... e outros que não!
(imagem da capa)
 Os nossos amigos
Publicado por Littlehut em 11:53 PM
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maio 02, 2004 |
Poema Prosaico
(do meu livro «Animais de Estimação»
Não há motivo para um poema ser triste. A tanta dor, tem gente que não resiste. Vou declamar-lhes poesia mais animada; de poetisa que julga ser engraçada.
Tenho plateia, amando tudo o que leio. O gato escuta, enleva-se e eu receio que os olhos fechem, adormeça, entediado; nem ouça as palmas, da leitura, o resultado.
Também o cão, que da plateia faz parte, põe o focinho no meu colo. Adora Arte! Tal como o gato, acaba fechando os olhos; enquanto eu leio, que a vida "é um mar de escolhos".
Mas, eu vinguei-me! Já comprei um gravador. Ponho-lhe um fundo de aplausos; fica melhor. Quero escutar a poesia declamada, com a plateia aplaudindo, entusiasmada.
Páginas, páginas de poemário sem fim. Caiu a linha. Computador ri de mim. Escrever assim, foi coisa que nunca viu. Estou às escuras porque a lâmpada fundiu.
À minha frente, tinha uma jarra com flores, das verdadeiras, um conjunto de mil cores. Está-me a parecer ... Preciso mudar a água ou elas murcham, com o peso de tanta mágoa.
Meus bibelôs caíram; móvel abaixo. Até a sopa deitou por fora do tacho. Naquela árvore, um pássaro fez cara feia. Isto é que é Arte! Sou poeta de mão cheia! ----------------------------- 11/2000 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 08:25 PM
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maio 01, 2004 |
Livro 05- Editado 06/2002 ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
(Imagem da capa)
 Os nossos amigos
Publicado por Littlehut em 01:44 PM
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abril 02, 2004 |
Poema - Transitório
(do meu livro «Pedaços da vida»

Tudo, contigo, tem um ar transitório. Vem cá! Senta-te aqui, ao pé de mim! E conversemos num estilo bem simplório, de quem casou, vai ficar junto até ao fim.
Apenas, peço um pouco de atenção. Acalma-te! Olha de frente, pra mim! Já tenho rugas, mas, pega a minha mão. Sentes que a alma ainda é de querubim?
Distanciámo-nos! Tu menos e eu mais. Jamais falámos dar um fim às nossas vidas de bem casados. Parecemos aos demais, que as nossas vidas foram muito bem unidas.
Tua cabeça, parece um catavento. Teus olhos giram, como boneco de feira. Toma atenção! Ouve, o meu lamento! Não é possível, continuar desta maneira.
Se o teu trabalho, é diversificado; com outros falas, tens amigos sem fim. Queres ver TV? Preferes estar calado? Tua energia, canaliza-a para mim!
Se os meus poemas te suscitam ciúmes... talvez te queimem, as palavras verdadeiras. Mas, também eu, me queimei nesse lume; já vivi dias, plenos, de esp’ranças fagueiras.
Hoje, sem lágrimas, a ARTE é subterfúgio pra me encontrar com a minh´alma gémea. Nós nos amamos, escondidas no refúgio da POESIA e duma vida mais etérea! --------------------------------- 11/2000 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 01:15 PM
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abril 01, 2004 |
Livro 04 - Editado 11/2001 PEDAÇOS DA VIDA
(Imagem da capa)
 Doca de pesca do Porto de Setúbal
Publicado por Littlehut em 12:43 AM
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março 02, 2004 |
Poema - Terraço panorâmico
(do meu livro «Meu universo»
Do meu terraço, no alto, contemplo a Mãe Natureza! Só me falta ver o mar... pra ser completa a beleza!
Vejo a paisagem distante... que em dia meio nevoento se confunde com o céu; se as nuvens não leva o vento.
Se ao invés de enevoado, o céu está limpo e o sol brilha ... o horizonte é delineado... Autêntica maravilha!
As estradas que caminham na paisagem, rente ao chão, têm carros que rebrilham:vêm uns e outros vão.
Pra paisagem ser perfeita... as pontes a completar. Uma à esquerda outra à direita, podemo-las contemplar.
Tinha o nome 'Salazar', hoje, por outro se chama: é '25 de Abril'. A outra 'Vasco da Gama'.
Sobre as casas dos vizinhos, olho à volta - a toda a volta, em circunferência completa. Um olhar à rédea solta.
Posso confirmar que a terra, (como toda a gente conta): É redonda! - diz o povo, mais esta cabeça tonta.
Inda tem outras vantagens, este meu belo terraço; tomar bons banhos de sol, pôr físico morenaço.
Pela sua situação, afundado no telhado, lá estou como vim ao mundo, sem o vento indesejado.
Oculta da vizinhança, resguardado o meu recato, só se for de um avião que possam tirar retracto.
Pra trás, pinhal serra acima. Dos lados o casario. Por cima o sol que me cresta. Pra baixo, telhas a fio.
Na frente do meu terraço, encostada à balaustrada, encontro-me co´a paisagem; que eu admiro... Admirada!
E à noite, as luzes são tantas... Às cores me parece o mundo. "Néon" dos publicitários, anúncios piscando ao fundo.
Luzinhas, são corações! Cada casa iluminada tem dentro almas, ilusões de adultos e criançada. ---------------------------------------- 11/2000 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 03:05 PM
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março 01, 2004 |
Livro 03 - Editado 06/2001 MEU UNIVERSO
(Imagem da capa)
 A minha casa - Vivenda Cabaninha - em CABANAS
Publicado por Littlehut em 03:00 PM
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fevereiro 02, 2004 |
Poema - Castigo!
(do meu livro «Pensamentos»
Na prisão me colaste puseste-me de castigo. Muros altos levantaste, quase acabaste comigo.
Disseste ser pra meu bem, do mundo me proteger. Não se faz isto a ninguém... assim, mais vale morrer!
Pra quê, cortar minha asa? Deixa-me sair prà rua! Não deves fechar-me em casa,
sou do signo caranguejo; volto ao ninho com a lua, ando de lado, rastejo! ------------------------ 4/2001 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 04:03 PM
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fevereiro 01, 2004 |
Livro 02 - Editado 05/2001 PENSAMENTOS
(Imagem da capa)
 Praia da Figueirinha, Serra da Arrábida, Setúbal, Portugal
Publicado por Littlehut em 01:23 AM
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janeiro 03, 2004 |
Poema - Altivez!
(do meu livro «DIVAGANDO»)
(As árvores morrem de pé)
Em pé, aguentei a vida. Problemas, doença, morte... Alegrias, foram poucas. Com certeza, neste mundo, houve gente com mais sorte.
Em pé, sofri amarguras. Não me deixei abater. Na vida sofri agruras, desilusão e desgostos... Foi sofrer, sofrer, sofrer...
Mas em pé, eu continuo. E em pé continuarei, até a morte me ver. «Vale quebrar, não torcer!» E em pé, eu morrerei.
Como as árvores, finar-me, em pé e na vertical. Só quando for a enterrar, sei que me irão colocar, no sentido horizontal. ------------------------------- 8/2000 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:36 PM
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janeiro 02, 2004 |
Livro 01 - Editado 02/2001 DIVAGANDO-Lista de Livros
(Imagem da capa)
 Serra da Arrábida - praia - Tróia (ao fundo)
Publicado por Littlehut em 12:49 AM
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janeiro 01, 2004 |
Livros Editados - LISTA
26-01 Divagando
28-02 Pensamentos
30-03 Meu universo
33-04 Pedaços da vida
35-05 Animais de estimação
36-06 Animais de estimação... e outros que não!
37-07 Amigos
38-08 Sonhando acordada
39-09 Meu mundo inesquecível
40-10 Ao correr da pena
41-11 Meu mundo "cá dentro"
42-12 Meu mundo "lá fora"
44-13 Signos - Aguarda acabamento
45-14 Animais
48-15 Imaginação
49-16 Subtileza? Nenhuma!
51-17 Histórias dos amigos
52-18 Dispersos
Publicado por Littlehut em 09:39 PM
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